O Túlio, um jornalista que já apareceu por aqui no blog, conta pra gente sobre como foi a experiência dele em um dia por Florença! Ah, nesse post a maioria das fotos foram tiradas pelo próprio Túlio!

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Depois de uma imersão nas ruínas da segunda guerra em Berlin, peguei um pequeno avião para ir até o meu destino mais esperado na Itália: Florença. Do frio úmido de uma Alemanha moderna, passei para um clima mais ameno e paisagens históricas mais próximas do que conhecemos aqui no Brasil. 

O número de coisas que vi em um curto intervalo de tempo ainda nem foram processados na minha cabeça, imagine só durante a viagem! Fiquei apenas 3 dias em Firenze e cheguei por Pisa. Das 4 horas que teria que esperar pelo meu trem, consegui dar um pulinho e ver a Torre de Pisa. 

Ali, minha cabeça havia virado do avesso: “onde estão aqueles clubbers com cabelo colorido e roupa preta que vi ontem?”, me perguntei. A resposta era fácil: deram lugar aos monumentos que um dia vi em livros de História e Arte e sonhei em conhecer. 

Pisa me pareceu uma cidade muito tranquila que pode ser visitada em apenas um dia. Ao contrário disso, Firenze foi uma enorme surpresa e me deixou tão emocionado, que se tornou uma das experiências mais marcantes da minha vida. 

Neste texto, vou contar o porquê fui embora da capital da Toscana com o coração transbordando. Se quiser saber mais sobre cada ponto, sugiro que faça como eu e mergulhe de cabeça no blog da Ana.

Uma Florença de Reencontros

Tenho uma prima que sempre morou fora e hoje mora em Florença. Durante todas as festas de família, as pessoas esperavam que Ana chegasse de Moscou, da Califórnia, do Japão… enfim, ela é uma das pessoas mais viajadas que conheço — uma verdadeira inspiração. 

Além de minha querida Ana, a ideia de caminhar pelas mesmas pedras que grandes nomes da história me pareceu algo super conveniente. Brincadeiras à parte, eu sempre fui aficionado pela arte de Michelangelo e escritos de Dante. Concluímos, então, que “Firenze is the place to be”. 

Na saída de Pisa , peguei o trem errado, mas como estava dormindo, acordei quase chegando em Roma. Desci na primeira parada depois disso. Me dei conta que estava bem longe e deveria descer e pegar outro trem para Pisa e, finalmente, o trem correto até Florença. 

Caminhando de madrugada

Era pouco mais de meia noite quando dei um forte abraço em minha prima na estação de Santa Maria Novella. Logo de cara, já descemos em um ponto que dá uma ideia do que está por vir. 

Inconformado com as horas perdidas no trem errado, fui gastar a minha playlist de viagem e caminhar nas ruas pela madrugada Fiorentina. Me senti como Langdon, no livro de Dan Brown, acordando em Florença sem saber como fui parar ali.

Nessa hora, sim, a ficha caiu. Sem rumo, andei até cair na Piazza della República e ver aquela enorme réplica do David de Michelângelo

Sim, é réplica e parece uma bobagem, mas estar sozinho diante daquilo tudo e, de quebra, ouvindo minhas músicas preferidas, apertou meu coração de uma forma que não consigo explicar. Lembrei o quanto estava longe de casa, mas perto da família, isso deve ter me sensibilizado um pouco. 

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Andei pelas pequenas ruas e observei cada monumento, até chegar na ponte Vecchio. Ali eu já sabia que estava em Firenze e estava mais contido, mas já vou passar na frente da dona deste blog e dizer: caminhe por Firenze durante a noite, se possível sem companhia. 

Acho que espantei alguns demônios fazendo isso e foi o que me deu energia para dormir às 03 e acordar às 07 para um longo dia. 

Um dia em Florença

Acordei cedo e certo do que queria fazer: tomar um café da manhã como um típico italiano. Disso minha prima se encarregou: comemos deliciosos pães e tomamos cafés muito bem feitos. Claro que não parei por aí: aproveitei para provar um bolo de chocolate e ignorar o frio e tomar um gelato. 

Combinamos de fazer tudo à pé, pegando ônibus apenas quando houvesse subidas.

Você pode acompanhar o meu trajeto pelo mapa. Inclui pontos que não visitei, mas passei por perto e salvei para meu próximo passeio. Na dúvida, leia este post com atrações imperdíveis em Florença.

Piazza Del Duomo

Este é o ponto principal de Florença para muitas pessoas. Embora fosse inverno, o local estava lotado de turistas e vendedores de souvenirs.
Catedral de Santa Maria del Fiore

A grande catedral impressiona pelo visual, mais ainda quando você ouve um pouco da história de sua construção. Foram seis séculos até chegar no ponto em que vemos hoje: grandes paredes formando uma fachada com mosaicos e uma cúpula incrivelmente projetada por Brunelleschi.
Campanile e Battistero di San Giovani

Na mesma piazza que o Duomo de Florença, estão o Campanile de Giotto e o Battistero di San Giovani. Em razão do curto período de minha visita, optei por entrar nessas atrações em minha próxima viagem (sim, nesse momento já sabia que voltaria a Florença). 

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Principalmente se você for religioso, saiba que apenas a Piazza Del Duomo merece ao menos uma manhã inteira de visita — contando com as filas e pausas para segurar o fôlego.

Dica: compre ingressos antecipados e evite filas e multidões!

Piazza della Signoria

Já havia visto a Piazza della Signoria durante minha caminhada noturna, mas vê-la de dia também foi surpreendente. Infelizmente, ali me dei conta de que não poderia ver o David original. Era uma segunda-feira e eu iria embora na terça, pela manhã. 

Com o coração partido, me contentei com a réplica e adicionei a Galleria Dell’Academia no roteiro da minha próxima viagem.

Na Piazza della Signoria, veja o pequeno museu a céu aberto, Loggia del Lanzi, repleto de estátuas muito lindas. Dá pra entrar, é gratuito e você não demora muito tempo até ver todas. 

No mesmo local, você consegue visitar o Palácio Vecchio. Acho que é um dos pontos mais charmosos da cidade. Na minha opinião, só perde para a Piazzale Michelangelo. 

Ponte Vecchio

Essa sim, merece não só uma, mas várias visitas. Não sei se foi o corredor da família Medici ou a ponte em si que me deixou encantado. Por isso, não só atravesse, mas tente vê-la de todos os ângulos possíveis. 

O que hoje é repleto de joalherias, antes já foi cenário de muita história. Mas admirar a Ponte Vecchio cortando o rio Arno não pode faltar no seu roteiro. 

Palazzo Pitti

Este foi outro ponto que estava fechado por ser segunda-feira. Infelizmente, não consegui outra data. Este palácio foi residência dos duques da Toscana, o que alimenta a minha imaginação sobre um interior luxuoso e jardins agradáveis. 

Por falar em jardim, os Jardins de Boboli me impressionaram já pelos portões (que estavam fechados). Apesar de ser um espaço do Palazzo Pitti, os jardins são tão grandes que há várias entradas. 

Mercado de Florença

Outro ponto que muito me agradou por ser repleto de coisas típicas foi o Mercato Centrale. Em meio às cores, aromas e sabores, você vai se perder e virar uma criança: tudo que vê, quer comprar. 

Aproveitamos para almoçar no mercado. Escolhemos um prato de pasta, no segundo andar, mas confesso que não valeu a pena. Basicamente rasgamos uma nota de 10 euros, pois o prato era minúsculo, uma mera degustação com nada de especial. 

Logo, decidimos comer algo mais típico e menos movimentado: não me recordo o nome, mas eram frutos do mar fritos em uma gordura escura e temperados com limão. Essa sim foi uma experiência interessante, pois no balcão só se sentavam senhores italianos com seus devidos jornais. 

Piazzale Michelangelo

Agora sim. Dos pontos que vi, a Piazzale Michelangelo foi o mais charmoso de todos. Pegamos um ônibus para evitar subidas, mas acho que dá pra ir até lá a pé. Acredite, você vai ser compensado com uma vista panorâmica da cidade. 

De lá, você consegue ver o Duomo, Palazzo Vecchio, o rio Arno, pontos turísticos e as colinas que circulam a região. Além da bela vista, ali há mais uma réplica do David. 

Basílica de Santa Croce

A Basílica de Santa Croce foi um ponto que me surpreendeu muito. Preferi pagar para entrar e ficar diante de alguns túmulos do interior. Ali estão enterrados ninguém menos que: Michelangelo, Maquiavel, Galileo e outras pessoas importantes de épocas antigas.

Dizem que são apenas túmulos, que os restos mortais estão em outros lugares, como o túmulo de Dante, que é apenas uma homenagem, o corpo do poeta está em outra cidade. Mas mesmo assim já dá pra emocionar um pouco.

Além da nave e dos túmulos, existe um acesso a jardins muito bonitos, salas com pinturas e afrescos de Giotto e vi até uma escola de couro funcionando em um prédio anexo. Na verdade, tudo isso é o Convento di Santa Croce, um lugar que merece muito a sua visita. 

A noite em Firenze

Passei um dia muito agradável com a Ana. Acabei me dando conta que nunca havia conversado dessa forma com ela. Enquanto caminhei pelo berço do Renascimento, conheci o modo de vida Fiorentino e conversei com uma pessoa que percebi que gosto muito.

Depois disso tudo, saí novamente pela noite Fiorentina. Dessa vez fui mais cedo e consegui pegar alguns pubs abertos. Embora fosse segunda-feira, as pessoas estavam de férias e aproveitando a vida. 

Caminhei (muito), atravessei o rio Arno em diferentes pontes, passei pelo Duomo, Palazzo Vecchio, vias históricas, grandes edifícios, ponte Vecchio… enfim, até meus pés me mandarem voltar pra casa, andei como um verdadeiro peregrino tentando absorver aquela energia. 

No dia seguinte, chegou a hora de ir embora. Depois de dar mais um forte abraço em minha prima, virei as costas para Firenze com um nó na garganta e os olhos transbordando aquele sentimento. Estava viajando há 3 meses e não tinha companhia, quando finalmente encontrei alguém, foi algo tão especial que doeu na hora de ir embora. 

Agora Firenze não é apenas a cidade onde estão grandes obras de meu artista preferido, mas também a cidade onde encontros e reencontros acontecem de forma especial. Com a cabeça encostada na janela do trem, disse “à bientôt, Firenze”, com a certeza de que vou voltarei!

Ana aqui: Lindo esse relato, não? As fotos também ficaram ótimas! Quem quiser, recomendo seguir o Tulio no Instagram: @tuliomoura!

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Redação ITALIAna Blog

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