Pisa tem muito a oferecer, mas o que todo turista quer ver de verdade é a Torre, que enfrenta os séculos com uma inclinação surpreendente e mantem-se de pé por obra da engenharia moderna humana ou por um milagre – a segunda opção me parece mais acertada.

A Torre começou a ser construída em 1173 para abrigar o sino da Igreja – isso mesmo, a Torre di Pisa é um campanário – mas as obras foram interrompidas no terceiro andar devido ao cedimento do terreno. Somente 100 anos depois a construção foi retomada com o acréscimo de mais 3 anéis; outros 100 anos se passaram antes de colocarem a cereja do bolo, ou seja, o último andar com os sinos. E somente então a torre pode cumprir sua função.

Pisa_piazza_miracoli2

Piazza dei miracoli

Com 58,36 metros de altura, 14.453 toneladas e inclinação de 5.5º, a Torre só poderia estar localizada em um lugar: na Piazza dei Miracoli  (Praça dos Milagres), como se tornou mundialmente conhecida graças ao poeta Gabriele d´Annunzio que a apelidou assim pela sua beleza e originalidade.

Bem ali nesta praça passava um rio – Auser – que desembocava no Arno, onde existia um importante porto fluvial que funcionou por mais de um milênio. Muito provavelmente esta é a causa da inclinação da torre, pois o terreno ali é muito macio e úmido.

Além da Torre, a Piazza dei Miracoli acolhe também o Batistério, a Catedral e um cemitério e desde 1987 a está entre os Patrimônios Mundais da Humanidade da UNESCO.

Catedral de Santa Maria Assunta

A visita à Catedral é imperdível, na minha opinião é uma das igrejas mais lindas da Toscana. Possui 5 naves e uma abside em estilo românico com muita influência oriental que rapidamente influenciou a arquitetura da Itália e sobretudo da Toscana.

Em 1595 sofreu um incêndio, mas por um milagre (tá vendo?) obras importantes da Idade Média conseguiram se safar, como o mosaico do interior da abside, o púlpito e a porta de entrada.

A primeira vez que visitei Pisa não pude subir na torre, pois estavam finalizando as obras de restauro, mas em outubro de 2012, quando levei minhas filhas, subimos juntas e foi uma experiência, no mínimo, divertida.

Comprei os ingressos com antecedência pela internet e no horário marcado entramos na Torre e ouvimos uma pequena explicação sobre sua construção. Senti um pouco de vertigem no início, pois lá dentro percebemos “como é torta esta coisa!“. Parece a casa maluca dos parques de diversões.

Assim que eu melhorei, subimos os 297 degraus até o topo. A subida é tranquila, pois existem várias aberturas, o que tira um pouco a sensação de claustrofobia, além disso, existem alguns patamares para um descanso rápido.

Chegando lá em cima, a sensação que temos é que toda a cidade esta torta. A paisagem é linda e os detalhes da construção, muito interessantes.

Telhado da Catedral vista a partir do topo da Torre

 

Depois, fomos visitar a Catedral e o Batistério e ainda tivemos tempo para um descanso no gramado da praça. Dá para fazer o passeio todo em um período de 4 horas, mas nós decidimos ficar. Almoçamos no restaurante La Pergoletta, e voltamos para a estação à pé, caminhando pelo Corso Italia, uma rua de comércio.

Como visitar a torre de Pisa na prática

COMO CHEGAR

Se estiver de trem, desça na estação Pisa Centrale. Dali até a Piazza dei Miracoli são 25 minutos a pé, se preferir pegue o ônibus LAM Rossa e desça na Piazza Manin.

De carro: existem alguns bolsões para estacionar o carro. Eu uso o estacionamento turístico de Via  Pietrasantina, a apenas  5 minutos a pé até a praça.

ONDE COMPRAR O INGRESSO

Se estiver pensando em ficar poucas horas em Pisa, compre o ingresso antecipadamente pela internet e evite esperar na fila. Você deve chegar com meia hora de antecedência para deixar as bolsas no guarda volumes. Cuidado para não perder hora (e nem deixar a máquina fotográfica dentro da bolsa, como eu fiz).

O site oficial para a compra é http://boxoffice.opapisa.it/Turisti/ . O valor do ingresso é de 18 Euros.

RESTRIÇÕES

A visita é desaconselhada para pessoas com dificuldades motoras e cardíacas. As crianças menores de 8 anos também não podem entrar e as menores de 18 somente acompanhadas pelos pais.

Fotos: Wikimedia Commons e Ana

Compartilhe!

Sobre o autor

Ana Grassi é especialista em língua, cultura e turismo para a Itália. Fundadora, autora e editora do blog ITALIAna, trabalha como travel designer há 10 anos; isso quer dizer que realiza o sonho dos viajantes que querem conhecer a Itália, com um roteiro personalizado e exclusivo!

1 comentário

  1. Douglas Teixeira on

    Oi Ana!

    só por curiosidade, você tem ideia do valor dos estacionamentos?

    abs

Deixe uma Resposta