Você já desistiu de viajar por não ter como levar o seu pet? Ou até mesmo deixou de alimentar aquele sonho por não saber o que fazer com o seu animal de estimação? Então tenho uma ótima notícia pra você: pode, sim, viajar com o pet! É mais simples do que você imagina. 

Mesmo sendo possível, ainda existem muitas dúvidas sobre este assunto. Será que o pet viaja em segurança? Ele vai na cabine ou no porão? Preciso comprar bilhetes para os pets? Fica caro? 

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Não se preocupe! Neste post, vou esclarecer essas e outras dúvidas, para que você tenha uma viagem tranquila com o seu melhor amigo. Já pode ir alimentando a ideia de conhecer a Roma antiga com o seu melhor amigo!

Vou focar nos destinos internacionais, pois os voos nacionais são praticamente a mesma coisa, apesar de exigirem menos preparação.

É permitido viajar com o pet?

Como já foi dito, sim. Entretanto, devemos lembrar que é mais simples para cães e gatos. Caso você tenha outro animal, como um hamster, por exemplo, o processo é um pouco mais complicado.

Para levar outros animais, você vai precisar de mais documentos, além dos que são pedidos no caso de cães e gatos. 

Vale lembrar, também, que as regras variam de acordo com as companhias aéreas. Logo, algumas vão solicitar itens que outras não vão nem mencionar. 

É seguro levar o meu animal no avião?

Pode ter certeza que sim! As regras de voo são sempre pautadas na segurança, tanto dos passageiros humanos, quanto dos passageiros animais. Entretanto, sabemos que existem muitos casos de animais extraviados, como se fossem bagagens.

Uma tarefa muito importante antes de comprar os bilhetes, é pesquisar sobre cada companhia para checar se há casos de maus tratos, extravio ou perda de animais. Em uma pesquisa, constatei que as empresas mais recomendadas por quem viaja com animais são a Air France, Lufthansa e KLM.

Caso o seu pet vá com você na cabine, a regra costuma limitar o peso do animal, com a caixa de transporte, em até 8kg! Em alguns casos, a caixa deve caber no espaço embaixo do banco da frente. 

Já para os animais que vão no porão, a regra geralmente permite cães maiores. Entretanto, esse é um dos aspectos que mais variam na hora de viajar com o pet. 

O segredo é pesquisar bem qual é a melhor opção para o seu pet em especial, pois cada caso é um caso. 

Quanto custa viajar com o pet no avião?

Essa é a parte mais polêmica de todo o post. Isso porque os boatos dizem que é necessário comprar uma nova passagem para cada animal, o que é mentira.

As taxas, assim como algumas regras, variam muito. Tenha em mente que em voos com conexões, o preço pode aumentar. Este é o caso da KLM, que possui lounges especiais para animais de estimação em conexões. Assim eles saem da aeronave e podem beber água, comer, fazer necessidades e passear. 

Vale lembrar que estamos falando do preço para levar o animal e não estamos incluindo a série de exames, medicamentos e documentos que você terá que fazer. 

Em voos nacionais, a taxa costuma ser mais baixa. É o caso da Azul, que cobra R$250,00 por trecho. 

O que preciso para viajar com o meu pet?

Até aqui, vimos que é possível viajar com o pet com segurança e sem pagar novas passagens por isso. Vimos, também, que os preços e algumas regras variam de acordo com a companhia aérea. 

Logo, o primeiro passo é checar as normas do local de destino e, depois, as da companhia aérea. 

Assim como nós, os animais também precisam de alguns documentos para viajar, sobretudo para destinos internacionais. A seguir, vou listar pra você os documentos exigidos para destinos europeus e como obtê-los. 

  • Levar o animal ao veterinário

Alguns fatores podem impedir o seu animal de viajar. Por isso mesmo, o primeiro passo é levar o seu amigo em um excelente veterinário para checar se há algum impedimento para pegar voos. 

Dica da Ana: neste momento, já coloque a vacinação do pet em dia e faça exames para checagem da saúde do animalzinho. 

  • Emitir o Certificado Zoosanitário Internacional (CZI)

Este é um documento emitido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Embora seja emitido em alguns aeroportos, o mais recomendável é procurar a unidade mais próxima do ponto de partida. 

O CZI deve ser assinado por um veterinário e pode demorar. Por isso, não deixe para a última hora. 

  • Atestado de saúde e carteira de vacinação

Como já foi dito, a vacinação é um fator muito importante na hora de viajar. Garanta que o seu animal de mais de 3 meses tenha tomado a vacina antirrábica pelo menos 30 dias antes da data de embarque. 

O prazo é para que o corpo do animal produza anticorpos. 

Além da vacinação, você precisará de um atestado de saúde emitido por um veterinário. Este atestado tem validade de 10 dias, a contar a partir da data de emissão. 

Caso o seu pet tenha menos de 3 meses de vida e, por isso, não tenha tomado a primeira vacina, será necessário um documento de autorização especial. 

  • Laudo de sorologia

Este talvez seja o documento que mais leva tempo para ser emitido. Isso porque você deve enviar uma amostra de sangue do animal a um laboratório credenciado pela união europeia no Brasil. 

Mas fique atento: a coleta de sangue deve ocorrer 90 dias antes da data de embarque. Somente assim este laudo será entregue. 

Atualmente, existem poucos laboratórios credenciados no Brasil, sendo que as unidades de São Paulo estão fora de atividade desde dezembro de 2017. Por isso, vou deixar o contato do laboratório de Belo Horizonte.

TECSA LABORATÓRIOS LTDA | Belo Horizonte/MG

Tel: +55 (31) 3281-0500

E-mail: assessoriavet@tecsa.com.br

Site: http://www.tecsa.com.br/divisao/animais

  • Passaporte

Apesar de não ser um documento obrigatório para viagens internacionais, os embarques nacionais para animais só serão permitidos com o passaporte. A emissão é gratuita e feita pelo MAPA. 

Para maiores informações, veja este encarte informativo. Não se esqueça de se atentar ao prazo. 

  • Microchip ou tatuagem
O microchip ao lado de um grão de arroz, para comparação.

O microchip é introduzido por vias subcutâneas e funciona como uma identificação do animal. Assim, ele possui um código alfanumérico e é obrigatório para qualquer embarque. 

Como alternativa, muitos donos preferem tatuar o código no corpo do animal, geralmente atrás da orelha. 

Assim que a microchipagem ou tatuagem acontece, o dono recebe um comprovante que será solicitado durante o embarque.

Conclusão

Viu só como viajar com o pet é mais fácil do que parece? Basta se atentar aos prazos e às regulamentações de cada país e das companhias aéreas. 

Se você estiver indo para a Itália ou qualquer outro país europeu, você pode consultar mais informações neste site

Agora que você já sabe tudo que precisa para levar o seu animal para a Itália, por que não fazer as malas? Tenho certeza que essa viagem será inesquecível! 

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Sobre o autor

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Ana Grassi é especialista em língua, cultura e turismo para a Itália. Fundadora, autora e editora do blog ITALIAna, trabalha como travel designer há 10 anos; isso quer dizer que realiza o sonho dos viajantes que querem conhecer a Itália, com um roteiro personalizado e exclusivo!

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