Acabo de chegar à Itália!

Essa é minha quarta viagem de exploração no período de um ano! Quem me acompanha pelas mídias sociais durante minhas viagens, sabe que eu gosto de explorar lugares novos, gosto de conversar com os habitantes locais, de procurar a Itália fora do óbvio, buscando sempre a autenticidade da cultura de cada região.

Desta vez eu vou explorar as colinas dos arredores de Roma. Em seguida encontro com 20 leitoras que participarão da Viagem Cultural ITALIAna deste ano. Além de aprender italiano, vamos passear muito pela cidade de Roma e depois vamos relaxar nas colinas do Val d’Orcia na Toscana. Quando minhas leitoras partirem, continuo na Toscana e no final de minha viagem ainda não tenho nada programado… vou planejar no decorrer do mês ou vou deixar que as surpresas da viagem me alcancem 🙂 .

snapcodePara acompanhar minha viagem, você pode passear comigo quase “ao vivo” pelo snapchat (Italiana Blog), pelo Instagram (@italianablog), pelo Facebook ou aqui pelo blog, onde as informações serão mais completas e informativas.

# Dia 1 – de Roma Fiumicino para Frascati

Cheguei em Roma às 7 da manhã, no aeroporto de Fiumicino, com um vôo direto da Alitalia que partiu no dia anterior do Aeroporto de Cumbica às 16h05 pontualmente.

Para saber como ir do Aeroporto de Fiumicino para o centro de Roma, clique aqui e veja o post com todas as alternativas

Assim que cheguei me dirigi ao stand da TIM, para comprar um chip de celular. O stand é pequeno e fica no Terminal 3 em frente ao Caffè Mota (à direita do portão de desembarque). Escolhi um plano com 7 GB de dados + 100 minutos de ligação para o Brasil + ligações locais ilimitadas e paguei 45 Euros com o chip incluído.

Depois fui pegar meu carrinho. Aluguei um Pegeout 308 pelo site da Rentcars e paguei muito barato por 5 dias (R$ 167,00 + 90 Euros + caução de 700 Euros).

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Pé na estrada e uma hora depois estava no Wine Resort Merumalia, em Frascati. Cheguei com chuva e fui recepcionada por um cachorro muito simpático, seguido de Giulia, simpaticíssima também!

Ainda não consegui andar pelos vinhedos e olivais da propriedade pois desde que eu cheguei chove sem parar. Aproveitei para tomar um banho e dormir um pouquinho, mas acordei sonhando com spaghetti alla carbonara.

Fui até a cidade de Frascati, mas como já eram 14h30 os restaurantes já estavam fechados… Comi um pedaço de pizza e um sorvete maravilhoso na Gelateria Tris, dei uma volta  no centro histórico com minha Santa Galocha, passei na Villa Aldobrandini e voltei para o hotel.

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Duomo de Frascati, dedicada à São Pedro – Outono Itália

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Detalhe do jardim da Villa Aldobrandini, uma das diversas vilas construídas na região – Outono Itália

Lembre-se sempre: as cidades menores respeitam o horário da “siesta” e o comércio fecha (geralmente entre 12h30 e 16h00).

Hoje não quero sair para jantar fora, por isso, encomendei o jantar aqui no hotel: teremos spaghetti alla carbonara!

Aguarde o post sobre o Wine Resort Merumalia e a cidade de Frascati

# DIA 2 – Colheita de azeitonas e azeite de oliva

Estou numa região muito conhecida pelo bom azeite que produz (Castelli Romani) e por isso acordei super animada para participar do último dia da colheita de azeitonas da propriedade onde estou hospedada.

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Mario me apresentou para Angela, Pierluigi e Mauro, que me ensinaram como se faz a colheita manual e a colheita com a máquina.

Eu já havia colhido azeitonas antes, mas esse foi o grupo de camponeses mais engraçado que eu já conheci! Trabalhei com eles por algumas horas e dei muita, muita risada. Aprendi uns palavrões novos também! Ahahaha…

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Depois da colheita as azeitonas são imediatamente levadas ao “frantoio“, o lugar que produz o azeite. O frantoio que conheci é muito interessante. De um lado do galpão obtém-se o óleo das azeitonas com o método de prensa tradicional; todo o processo leva 3 horas e meia.italia-outono-08

Do outro lado, o método moderno reduz o tempo de produção pela metade e, apesar de não ser lá muito bacana de se ver (porque na verdade não se vê nada já que as máquinas são fechadas) o óleo que sai dessas máquinas é mais limpo e mais saudável.

Ainda tive tempo de visitar os vinhedos da uva que produz o Candellino di Frascati, um vinho doce de sobremesa, feito somente nessa região. O galho da uva é cortado e o cacho “seca” ainda pendurado no pé.

Nesse processo, as uvas são atacadas por um fungo bom, que dá um sabor doce diferente ao vinho. Os riscos de secar a uva assim são enormes, mas esse método é mais natural do que tirar os cachos e seca-los em estufa. E aqui em Merumalia eles realmente seguem à risca as tradições na produção do Candellino, o que faz tooooda a diferença no resultado final!

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Depois de um descanso, fui ao cinema na cidadezinha de Grottaferrata assistir o filme “Inferno” e já fiquei doida para voltar para Florença e revisitar os locais que serviram de locação para o filme

#DIA 3 – Villa d’Este

A meta hoje era conhecer a cidadezinha de Tivoli (há apenas 40 minutos de Frascati) e duas de suas vilas famosas e importantes. A Villa d’Este e a Villa Adriana.

Cheguei ao meio-dia em Villa d’Este debaixo da maior chuva, mas não me apertei! Peguei meu “kit chuva” no porta malas e fui visitar os jardins monumentais da vila – declarada patrimônio da UNESCO – de galocha, capa e guarda-chuva.

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Assim que cheguei a chuva deu uma trégua e corri para os jardins, em estilo Renascentista. Impressiona a quantidade e o tamanho das dezenas de fontes espalhadas pelo enorme jardim!

Uma das fontes, a fonte do órgão, apresenta um espetáculo musical a cada duas horas. Vale a pena ficar para ver, pois as notas são emitidas pela força da água que cai verticalmente nas teclas do órgão. Uma engenhoca típica do Renascimento.

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Aluguei o audioguia mas não achei que foi muito útil. As informações são as mesmas contidas nos cartazes espalhados pelo percurso interno. E as fontes, sinceramente, nem precisa, de explicação. O bacana é caminhas, relaxar e ficar babando com aquela profusão de jatos d’água. Passeio imperdível, principalmente no verão!

Aguarde o post completo com as informações sobre Villa d’Este!

Demorei umas 3 horas para visitar o jardim e o interior da vila. Nem preciso dizer que saí de lá morrendo de fome! E de tanta fome, acredita que eu esqueci de devolver o bendito audioguia? Fui almoçar com ele pendurado no pescoço e só percebi a existência dele porque em um determinado momento ele apitou. Eu poderia tranquilamente estar com ele até agora se ele tivesse ficado quieto…

Saí tarde do restaurante e na saída dei de cara com uma equipe cinematográfica  gravando um filme com Marco Bocci, um ator bem famosinho por aqui. Perdi uns minutos por lá, dei uma volta pelo centro da cidade, com ruelas de traçado medieval e desisti de visitar a Villa Adriana por causa da hora. Mas vou tentar ir amanhã!

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Sobre o autor

Ana Grassi é especialista em língua, cultura e turismo para a Itália. Fundadora, autora e editora do blog ITALIAna, trabalha como travel designer há 10 anos; isso quer dizer que realiza o sonho dos viajantes que querem conhecer a Itália, com um roteiro personalizado e exclusivo!

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